O presidente da Câmara Municipal da Praia, Ulisses Correia e Silva, promete que na primeira ou segunda semana de Janeiro vai lançar o concurso para a entrada de novos operadores no sector dos transportes públicos.
Neste momento, segundo o autarca, o estudo técnico já está concluído e resta concertar com algumas entidades, nomeadamente a Direcção-Geral dos Transportes Rodoviários, a Polícia de Trânsito e a Agência de Regulação para que seja fixado, em definitivo, o caderno de encargo e, depois, lançado o concurso.
Para o autarca, o concurso, por si só, não chega, pois, se não for alterado o quadro, haverá problemas de sustentabilidade e de funcionamento do sistema.
Aponta algumas dificuldades com que se deparam os operadores do sector de transporte colectivo de passageiros como, por exemplo, a obrigatoriedade de transportar de graça agentes do Estado, mesmo depois que deixaram de ter direito a gasóleo cativo.
O estudo encomendado pela CMP faz um redesenho das linhas urbanas, com vista a permitir uma cobertura muito mais equilibrada dos diversos bairros da capital.
“Vamos estabelecer horários de saída e chegada dos autocarros e controlá-los”, explica o edil praiense, acrescentando que não basta apenas conceder licença e deixar os operadores a fazerem aquilo que melhor lhes convier.
De acordo com Correia e Silva, a falta de fiscalização é um problema que está a afectar aqueles que dispõem de licenciamento para operarem nas linhas suburbanas da Praia.
Cita o caso dos mini-bus, ou seja os hiaces, que operam cada vez mais em maior número na Cidade da Praia em concorrência desleal e de “forma impune”.
“Esta situação cria problemas de funcionamento do sector (transportes colectivos de passageiros), seja para a empresa A, seja para a empresa B ou para outras que venham a entrar no mercado”, lamenta o edil, que entende que existe um conjunto de obstáculos que deve ser removido para que as coisas funcionem como mandam as regras.
LC
Inforpress/Fim
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