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08
Dez
2011

Vereador da Cultura reage a notícia do A Nação sobre iluminação do Estádio da Várzea

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 “Uma criança demora 9 meses para vir ao nosso convívio. Um elefante normal talvez mais, mas um elefante branco, seguramente, mais de 270 dias.

A propósito do artigo publicado na edição Nº 223 do jornal A Nação, com o título, “Iluminação do Estádio da Várzea: O Elefante Branco que não brilha”, assinado pelo jornalista Daniel Almeida, esclarecemos:

A equipa da Câmara Municipal da Praia (CMP), liderada por Ulisses Correia e Silva, quando tomou posse, o Estádio da Várzea estava completamente abandonado, sem água, os balneários completamente inutilizados, estando grande parte da área central ocupada por uma empresa de serralharia mecânica, instalada em todos os corredores do Estádio, situação que é do conhecimento de todos os que directa ou indirectamente, frequentam esse estádio.
 
Na verdade, a CMP encontrou uma dívida com a Electra de mais de 4 mil contos, não de energia gasta em actividades desportivas, mas sim em energia gasta por uma empresa, sob o silêncio de muita boa gente….
 
Na primeira visita que o Presidente da CMP fez ao Estádio da Várzea, constatou, in loco, o que os serviços ligados à área do desporto tinham informado da situação catastrófica que o Estádio da Várzea se encontrava, tendo no momento tomado a decisão de pôr cobro a essa situação e programar acções no sentido de se dar dignidade ao estádio.
 
Para tal, na altura, a CMP elencou as seguintes prioridades:
 
1 – Requalificação das casas de banho, do sistema de circulação de ar e da pintura geral do estádio;
2 – Iluminação artificial do rectângulo do jogo;
3 – Colocação de bancos nas bancadas;
4 – Implementação de um novo sistema de gestão do Estádio da Várzea.
 
O investimento feito ultrapassa os 30 mil contos, quantia muito superior aos 20 mil de iluminação anunciados no artigo, e foram suportados totalmente pela CMP, sem apoio de nenhuma instituição governamental ou outra qualquer.
 
Por tudo isso, que a realidade mostra ser verdade, pois, está acontecendo neste momento, se não vejamos: o Estádio da Várzea já tem uma Comissão de Gestão que tem feito um bom trabalho; os bancos, brancos e azuis, não deixam ninguém mentir; os balneários funcionáveis; e todo o sistema de iluminação do rectângulo de jogo é uma realidade.
 
Isso tudo leva-nos a desconfiar da seriedade e das intenções deste artigo publicado no A Nação, principalmente, vindo de um jornalista que conhece bem o que se passou e acompanhou todo esse processo. E mais, resumir todo este investimento feito no Estádio da Várzea a uma acção propagandista e eleitoralista, ao tentar isolar e colar a iluminação do rectângulo de jogo com as eleições no país, ainda por cima Legislativas que nada têm a ver com o poder autárquico, é no mínimo um artigo especulativo e de má-fé.
 
A CMP está neste momento na fase final de negociações com a Electra, no sentido de se ultrapassar essa situação, que não está de forma alguma, isolada no contexto das relações comerciais entre as duas instituições. 

Sendo o Estádio da Várzea um património de todos, é dever também de todos contribuir, de forma séria e honesta, para que as equipas, os espectadores e todos os que utilizam esse equipamento desportivo se sintam bem.

Praia, 01 de Dezembro de 2011.

António Lopes da Silva

Vereador de Cultura, Educação, Formação Profissional e Desporto






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